Empresário, você já avaliou os impactos do IBS e da CBS nos contratos da sua empresa?

15 de setembro de 2026
Por: Tax All

Em 2026, teve início oficialmente a fase de transição da Reforma Tributária. Cinco tributos tradicionais serão substituídos pelo IBS, pela CBS e pelo Imposto Seletivo.

Para muitas empresas, essa mudança ainda parece distante: algo que deve ser acompanhado, mas que não exige uma ação imediata. Essa percepção pode representar um risco para a margem e para a rentabilidade dos contratos em vigor.

O que muda na prática para quem tem contratos em curso

Com a implementação do split payment, o recolhimento dos tributos passa a ocorrer de forma integrada ao pagamento da operação, com a parcela correspondente aos tributos sendo direcionada ao Fisco.

Na prática, isso altera uma dinâmica financeira importante para as empresas: o chamado float tributário, período entre o recebimento do cliente e o recolhimento dos tributos.

Para contratos de médio e longo prazo, especialmente aqueles com preços fixos e pagamentos mensais, essa mudança pode impactar diretamente o fluxo de caixa e a rentabilidade originalmente projetada.

Além disso, embora a ausência das informações de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos não provoque rejeição automática pelo sistema até 31 de dezembro de 2026, isso não significa que o preenchimento seja facultativo. Após os períodos de tolerância aplicáveis, a ausência dessas informações poderá representar desconformidade fiscal.

A cadeia de fornecedores como variável estratégica

A escolha tributária feita por cada elo da cadeia pode produzir efeitos diretamente sobre os demais.

Em setembro de 2026, além da opção pelo Simples Nacional para 2027, as empresas deverão avaliar a forma de recolhimento do IBS e da CBS: dentro do regime do Simples ou pelo regime regular.

Essa decisão pode influenciar o direito ao aproveitamento de créditos pelo contratante, especialmente quando o tomador estiver submetido ao regime regular.

Por isso, antes de renovar ou renegociar contratos para 2027, é fundamental entender como as escolhas tributárias dos fornecedores podem afetar o custo efetivo da contratação e os créditos que poderão ser aproveitados.

Revisão contratual como instrumento de proteção de margem

Contratos firmados antes da Reforma Tributária foram estruturados considerando uma realidade fiscal diferente da que está sendo construída.

Em setores como construção civil, facilities e terceirização de mão de obra, nos quais são comuns contratos de médio e longo prazo e margens mais sensíveis, a ausência de mecanismos adequados de reequilíbrio pode fazer com que a empresa absorva custos tributários que deveriam ser considerados na negociação.

A revisão contratual preventiva, aliada a uma análise tributária, permite identificar pontos de exposição, avaliar impactos na formação de preços e estruturar negociações antes que o problema se transforme em perda de margem ou passivo.

O momento de agir é antes de o contrato ser renovado

Cada renovação contratual representa uma oportunidade para revisar preços, responsabilidades tributárias, mecanismos de reequilíbrio e impactos decorrentes da nova legislação.

Perder essa janela pode significar carregar, por mais um ciclo, uma estrutura contratual construída para uma realidade tributária que está deixando de existir.

Para os empresários associados aos sindicatos que compõem a FEBRAC, mapear os impactos do IBS e da CBS nos contratos vigentes não é uma tarefa para depois da implementação completa da Reforma Tributária.

É uma necessidade do presente.

A Tax All realiza uma análise estruturada dos impactos tributários e contratuais, identificando pontos de exposição e oportunidades de adequação para que sua empresa esteja preparada para a nova realidade tributária.

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Proteja suas margens, antecipe os impactos e prepare seus contratos para a Reforma Tributária.

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