Febrac promove jantar com parlamentares e lideranças empresariais em Brasília

12 de março de 2026
Por: Assessoria de Imprensa

Na noite desta terça-feira (10), a Febrac promoveu o primeiro jantar do ano, voltado para parlamentares, lideranças sindicais e organizações parceiras. Ao todo, participaram do evento cerca de 50 pessoas, entre elas os deputados Coronel Ulysses (União-AC), Leo Prates (PDT-BA), Luiz Gastão (PSD-CE), Rafael Pazenti (MDB-SC), Benes Leocádio (União-RN), além do ex-prefeito de Assú (RN), Ivan Lopes Jr.

O jantar reforça o que a Febrac considera essencial para o Brasil: o diálogo entre o setor produtivo e o Poder Legislativo.

“A Febrac representa um segmento que, muitas vezes, não aparece no centro dos debates públicos, mas está presente em praticamente todos os ambientes da vida econômica e social do país. Geramos milhões de empregos, com registros de saldos positivos frequentemente. É justamente por essa responsabilidade que acompanhamos com atenção o debate em curso no Congresso Nacional sobre a proposta de extinção da escala 6×1. Não há dúvida de que discutir qualidade de vida, equilíbrio entre trabalho e melhores condições para o trabalhador é um tema legítimo. Esse é um debate que merece respeito e profundidade”, afirmou o presidente Edmilson Pereira, presidente da Febrac.

Mas mudanças estruturais nas relações de trabalho exigem cautela. O setor de facilities opera com contratos muitas vezes vinculados a licitações públicas e privadas, margens reduzidas e elevada carga tributária sobre a folha. Estudos recentes indicam que a redução da jornada sem redução salarial pode elevar significativamente os custos do setor. Em alguns segmentos, esse impacto pode superar 20%. No conjunto do setor de serviços, estimativas apontam para custos adicionais que podem alcançar centenas de bilhões de reais.

“Quando uma mudança dessa magnitude ocorre de forma abrupta, sem transição planejada e sem medidas compensatórias, o efeito pode ser exatamente o oposto do que todos desejamos: pressão sobre contratos, aumento de custos, repasse de preços ao consumidor e risco para a manutenção de empregos formais. Por isso, a posição da Febrac é clara. Defendemos que qualquer discussão sobre jornada de trabalho seja conduzida com base em diálogo técnico, análise de impactos e construção responsável de soluções”, complementa.

O Brasil possui instrumentos importantes para isso, especialmente a negociação coletiva. Ela permite que empregadores e trabalhadores encontrem caminhos equilibrados, respeitando as especificidades de cada setor e garantindo segurança jurídica.

Segundo o presidente, neste contexto, o Congresso Nacional tem um papel decisivo nesse processo. “Os nossos parlamentares são os responsáveis por construir soluções legislativas que conciliem proteção ao trabalhador, estabilidade econômica e um ambiente de negócios capaz de continuar gerando empregos. Nosso pedido é simples: que esse debate seja conduzido com o tempo, a responsabilidade e a profundidade que o tema exige”, afirma, lembrando que decisões tomadas sem considerar a realidade dos setores produtivos podem produzir efeitos que atingem exatamente aqueles que todos queremos proteger: os trabalhadores”, enfatizou Edmilson Pereira

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